Rodas de Diálogo promovidas pelo CAT/ATI auxiliam comunidades do Território 05 a definir projetos para o Edital Rio Doce Participativo e Comunitário 

Reuniões tiveram início no dia 14 de maio e seguiram até dia 11 de junho em 17 comunidades, contando com a participação de mais de 100 pessoas atingidas. 

Equipe do CAT/ATI explica Edital Rio Doce Comunitário e Participativo durante reunião no Núcleo de Base 1° de Junho.

Imagem: Karina Peres – CAT/ATI

Durante um mês, a Assessoria Técnica Independente do Centro Agroecológico Tamanduá (CAT/ATI), realizou Rodas de Diálogo nos Núcleos de Base (NBs) do Território 05 sobre o Edital Rio Doce Comunitário e Participativo. Os encontros, que começaram no dia 14 de maio e seguiram até o dia 11 de junho, tiveram o objetivo de explicar os principais pontos do edital e auxiliar as comunidades atingidas na priorização das propostas de projetos. 

Ao todo, foram realizadas 17 reuniões referentes ao Edital. Nos primeiros encontros as discussões eram baseadas nos critérios que foram votados pelo Conselho Federal de Participação Social, e após o lançamento do Edital, elas foram direcionadas para explicar os principais pontos do documento. Para as Rodas de Diálogo, o CAT/ATI utilizou uma metodologia específica. 

Equipe do CAT/ATI explica metodologia durante reunião no Núcleo de Base Cachoeirinha.

Imagem: Karina Peres – CAT/ATI

Ao início da reunião a equipe apresentava um resumo do edital, destacando seus principais critérios, objetivos e requisitos. Na sequência, as propostas levantadas pelas comunidades eram apresentadas e analisadas por meio de uma metodologia participativa baseada em perguntas norteadoras, como: “O projeto beneficia um número significativo de famílias?”. Essas questões estimulavam a reflexão coletiva sobre a relevância, o alcance e a prioridade de cada proposta.

Para tornar a dinâmica mais interativa e facilitar a visualização das opiniões do grupo, cada participante das Rodas de Diálogo recebeu dois cartões: um verde e um vermelho. Diante de cada pergunta, os participantes levantavam o cartão verde quando concordavam com a afirmativa e o vermelho quando a resposta era negativa. 

Participantes durante dinâmica dos cartões na Roda de Diálogo realizada no NB Cachoeirinha.

Imagem: Karina Peres – CAT/ATI

Dessa forma, cada NB votou e escolheu de maneira coletiva, a proposta de projeto que era prioridade e que melhor se encaixava dentro dos critérios do edital. De acordo com Luis Vinícius Gouveia, coordenador da equipe de projetos do CAT/ATI, a metodologia foi fundamental para auxiliar as comunidades na definição de prioridades e na construção de estratégias para participação nos editais. 

“Considerando que as comunidades já possuíam diversas propostas construídas e debatidas em atividades realizadas junto aos Núcleos de Base desde 2024, a metodologia baseada em perguntas norteadoras, teve o propósito de estimular a reflexão coletiva sobre a relevância e a urgência de cada proposta. Isso contribuiu para que os participantes conseguissem, a partir de suas realidades, definir o que era prioridade. Por meio dela também conseguimos identificar quais propostas estavam mais adequadas aos critérios do edital de Projetos Comunitários e quais poderiam ser encaminhadas para a Chamada Pública de Projetos Estruturantes”, explicou o coordenador.  

Equipe CAT/ATI durante Roda de Diálogo NB Cachoeirinha.

Imagem: Karina Peres – CAT/ATI

Luis Vinicius ainda destacou que o processo permitiu identificar a existência de organizações ou grupos formalmente constituídos nas comunidades, com capacidade para realizar a submissão, execução e gestão dos projetos propostos. 

Grupos Focais 

Durante as Rodas de Diálogo também foram definidos os Grupos Focais de cada NB. Eles são compostos por representantes dos Núcleos de Base, e serão responsáveis por manter um contato direto com a equipe do CAT/ATI para alinhar a escrita e submissão das propostas no edital. “Por meio do diálogo com esses Grupos Focais que vamos ajustar questões práticas das propostas, como a governança participativa, coordenação dos projetos, pontos que são essenciais para a escrita do projeto”, explicou Luis Vinícius. 

Materiais de apoio 

Para facilitar o entendimento sobre os principais pontos do Edital, a equipe de comunicação do CAT/ATI elaborou uma cartilha e dois folders/panfletos,  utilizados durante as Rodas de Diálogo e em outras atividades relacionadas ao documento. A cartilha “Projetando Futuros”, foi pensada para ser um “guia de bolso” para os participantes dos encontros poderem consultar para tirar dúvidas e para complementar a apresentação da equipe do CAT/ATI. Nela, estão descritas, em uma linguagem simples e acessível, o que é o Edital de Projetos Comunitários e a Chamada Pública de Projetos Estruturantes. De forma detalhada, foi explicado as principais diferenças, os critérios e as regras de participação e o valor dos projetos. 

Participante utilizando cartilha de apoio durante Roda de Diálogo no NB 1° de Junho.

Imagem: Karina Peres – CAT/ATI

A cartilha ainda conta com uma sessão de perguntas e respostas, que prevê eventuais dúvidas, além de um espaço para que os interessados possam escrever e construir uma proposta de projeto. Já os panfletos apresentam conteúdos voltados exclusivamente ao Edital de Projetos Comunitários. Um deles destaca a documentação necessária para a inscrição, orientando os interessados sobre quais documentos devem ser apresentados e onde podem ser obtidos. 

Panfleto sendo utilizado durante Reunião Ampliada realizada em Galiléia (MG).

Imagem: Karina Peres – CAT/ATI

O outro apresenta um resumo do edital simplificando algumas informações importantes, como grupos prioritários, critérios de pontuação de cada proposta, quem pode participar e onde tirar dúvidas. “Esses materiais foram fundamentais para garantir a compreensão da atividade pelas pessoas atingidas, contribuindo para uma participação mais qualificada durante o processo. Além disso, permaneceram como instrumentos de apoio após a realização das atividades, uma vez que são elaborados para fortalecer os espaços participativos e os processos coletivos acompanhados pela ATI”, afirmou Luis Vinícius. 

Núcleos de Base

Os NBs são a principal forma de organização comunitária adotada pelo CAT/ATI, desde 2023, quando a ATI iniciou suas atividades no território 5. Cada NB reúne pessoas atingidas de uma mesma comunidade, bairro ou categoria de trabalho, criando um espaço de diálogo, participação e construção coletiva. Os representantes dos Núcleos de Base têm o papel de manter a comunicação com o grupo que representam, garantindo que as demandas e decisões sejam construídas de forma coletiva. 

A Comissão de Atingidos do Território 05 é composta por representantes de todos os Núcleos de Base acompanhados pelo CAT/ATI, funcionando como um espaço de articulação e representação das diferentes comunidades do território. 

Núcleos de Base de Galiléia (MG): Beira Rio I e Beira Rio II, Sede, Pescadores de Galiléia, Ribeirinhos de Galiléia e Xerengueiros. 

Núcleos de Base de Tumiritinga (MG): Terra Prometida, 1° de Junho, Sede, Águas da Prata 1 e Águas da Prata 2, Comerciantes, São Tomé, Boa Esperança, Cachoeirinha, Pescadores de Tumiritinga e Limeira.  

A equipe do CAT/ATI continua prestando apoio gratuito às comunidades na escrita e submissão de projetos ao edital. Os interessados podem buscar orientação para esclarecer dúvidas e aperfeiçoar suas propostas. As inscrições seguem abertas até o dia 29 de junho.

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